
Muitas empresas passam a vida sem se conhecer.
E não é fácil.
Se já é uma jornada de uma vida nós tentarmos, em nível pessoal, nos conhecermos e, como dizem, nos encontrarmos, imaginem uma empresa que é composta por inúmeras pessoas, com inúmeros graus de influência corporativa, acionistas, mercados e tantos outros fatores internos e externos às corporações!
Mas, assim como a "busca interior", este é um caminho que deve ser trilhado por todas as empresas. É quase uma questão de vida ou morte.
No livro "Good do Great" (em português: Empresas Feitas Para Vencer ), de Jim Collins, ele estuda isto e cria uma interessante teoria. Jim Collins estudou dezenas de empresas, algumas brilhantes e outras nem tanto, durante anos, resgatando seus históricos e seus particulares caminhos, decisões, focos e transformações sofridas ao longo do tempo.
Ele nos trás algumas surpresas incríveis neste estudo. Ele mesmo se diz, em certa altura de sua pesquisa, estupefato com suas constatações e conclusões.
Há empresas que, mesmo em um mercado saturado, conseguem atingir a excelência e serem altamente bem sucedidas e outras que, mesmo num mercado em ascenção e tendo feito tudo "como manda o figurino", não conseguem desabrochar.
A grande e óbvia pergunta é: porque isto ocorre?
Há algo que possa ser identificado e entendido no grupo de empresas excelêntes? Alguma prática em comum?
Sim. Segundo Jim Collins, há algo identificável sim.
Após compilar tudo, ele simplesmente entendeu que as empresas que conseguem atingir este sucesso em excelência são as que "encontraram seu caminho". Ele explica que as empresas precisam se conhecerem e descobrirem seu DNA. É uma jornada interior que lhes mostra para que foram talhadas, afinal. No que são boas. Onde conseguem ser excelêntes, melhor que outras e, importante, encontram seu prazer em fazer.
Segundo ele, elas encotraram o seu "porco espinho". Com esta imagem de porco espinho, Jim busca reforçar o conceito de que é preciso olhar para si e enxergar, de fato, e doa a quem doer (ele comenta ser um momento de real "dor corporativa"), para o quê a empresa foi talhada. Ele conseguiu ver que todas estas empresas, em algum ponto de suas histórias, "se acharam" e se focaram. A este momento e chamou de "ponto de ruptura", e é neste ponto que a "dor corporativa" surge e deve ser encarada de frente. A partir daí, elas só cresceram, só melhoraram. 
Ao entorno deste ponto de ruptura há toda uma teoria que Jim cria, juntamente com seus colaboradores, e que brilhantemente expõe à nós em seu ótimo livro de 2001.
Aconselho a leitura.